Baseado em Medida Provisória do Governo, Cruzeiro suspende contratos da área administrativa do Clube.


Potencializada pela pandemia do novo coronavírus, Cruzeiro enfrenta a maior crise financeira de sua história. Ainda contabilizando quantos contratos serão afetados, Cruzeiro analisa quais contratos terão redução de jornada de trabalho, salários e suspensão de contratos.



André Argolo, executivo do Cruzeiro disse que o Clube está avaliando, e que até a próxima segunda-feira, o número de contratos que serão suspensos seja definido. Com a suspensão de alguns contratos já assinada por José Dalai Rocha, presidente do Cruzeiro em exercício, o Clube espera em breve determinar os próximos passos frente a crise.

Argolo explicou que o mercado de futebol, teve perdas significativas das receitas por causa da falta de jogos, por conta da suspensão do contrato de alguns patrocínios, por conta da TV e as meditas adotadas pelo Clube, tem o objetivo de preservar, ao máximo, o emprego e a renda dos colaboradores.

– A gente está aqui com os gestores de área, fazendo uma análise profunda, de quantos, nesse momento. Isso está passando por cada área. Cada gestor (de área) tem a responsabilidade de apresentar qual a equipe mínima necessária e que não comprometa as atividades. A gente não fechou esse número, mas estamos tratando com muito cuidado e atenção – disse Argolo.

O clube prorrogou por mais 10 dias as férias dos atletas (até o fim de abril), e aguarda o retorno desse período, para estudar o que fazer após a volta das férias dos jogadores.

O Cruzeiro estima uma queda de 50% no faturamento padrão do time, pois ocorreram a suspensão de pagamento dos patrocinadores e nos ganhos referentes aos clubes sociais (que estão fechados) e aos sócios-torcedores.

Sem receber os rendimentos de março, os jogadores que deveriam ser pagos até o dia 7 do mês atual, o Cruzeiro atrasou, pela primeira vez, o pagamento dos salários em 2020. Já o administrativo, teve seus vencimentos honrados no último dia 20.

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