Com os portões fechados, prejuízo contabilizado nas bilheterias do Atlético-MG chegariam a R$ 2 milhões


Galo, que tem mais 14 partidas em casa até o fim do Brasileiro soma num jogo sem público, R$ 93 mil de custos



Com dois elementos chaves a favor do time, o Atlético-MG explica o motivo de apoiar a volta do público nos jogos de maneira gradual. O primeiro é o essencial apoio nas arquibancadas para o time líder do Brasileirão. O segundo é recriar uma fonte de receita zerada com a pandemia.

Com a saída média de R$ 93,2 mil dos cofres do Galo, valor esse pago por partida nos jogos realizados no Mineirão, a previsão do time é fechar 2020 com quase R$ 2 milhões acumulados em prejuízo.

Após o retorno dos jogos a partir de julho, o Galo realizou oito partidas como mandante no Mineirão, ou seja, sendo responsável pelo custeio das despesas do estádio. No total foram gastos R$ 745 mil o que gera uma média de gastos de – R$ 93,2 mil por partida. Com 14 partidas agendadas para o Gigante da Pampulha, o saldo devedor, caso não ocorra retorno do público, ainda que gradual, mudaria panorama, somaria a marca de R$ 2,05 milhões.

A esperança para o clube é que com a melhora na situação da pandemia pelo Brasil o time volte a gerar receita com a volta gradual da torcida. No Rio de Janeiro, houve a sinalização da volta da torcida, o que gerou insatisfação em outras praças sem o parecer favorável dos órgãos públicos locais.

Segundo Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético: “Eu entendo que a volta do futebol tem que acontecer de forma isonômica. Não dá para aceitar voltar o futebol no Rio de Janeiro e não voltar em Belo Horizonte. Ou volta pra todo mundo ou não volta.”

Mesmo sendo mais barato realizar os jogos no Independência, o Atlético optou por fazer o restante da temporada no Mineirão. O time levou em conta o conforto e a maior segurança sanitária.

Receitas líquidas do Atlético-MG (Mineirão):

– R$ 76 mil (Patrocinense)

– R$ 79 mil (América-MG)

– R$ 91 mil (Corinthians)

– R$ 96 mil (Ceará)

– R$ 90,4 mil (Tombense)

– R$ 104,6 mil (São Paulo)

– R$ 107,8 mil (Bragantino)

– R$ 100,1 mil (Grêmio)

Total: – R$ 745 mil em oito jogos

Média: – R$ 93,2 mil por jogo

Previsão: restam 14 jogos, o que geraria outros R$ 1,3 milhão de prejuízo, na atual média

Pela frente o time ainda vai enfrentar em casa: Vasco, Goiás, Fluminense, Sport, Flamengo, Botafogo, Internacional, Coritiba, Santos, Atlético-GO, Fortaleza, Bahia, Palmeiras e Athletico-PR.

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